Curso capacita médicos em protocolo de morte encefálica

A Secretaria de Estado da Saúde está capacitando médicos que atuam em áreas críticas dos hospitais, como UTIs, para realizar o protocolo de determinação de Morte Encefálica (ME), condição determinante para a doação de órgãos para transplantes. Nesta semana, por meio do Sistema Estadual de Transplantes (SET/PR), oito médicos que atuam em Curitiba e região metropolitana participam da capacitação no Hospital de Clínicas da UFPR. Curitiba, 20/06/2018. Foto: Divulgação SESA

A Secretaria de Estado da Saúde está capacitando médicos que atuam em áreas críticas dos hospitais, como UTIs, para realizar o protocolo de determinação de Morte Encefálica (ME), condição determinante para a doação de órgãos para transplantes. Nesta semana, por meio do Sistema Estadual de Transplantes (SET/PR), oito médicos que atuam em Curitiba e região metropolitana participam da capacitação no Hospital de Clínicas da UFPR.

Um dos nossos pilares de trabalho do Sistema de Transplantes é o Projeto de Educação Permanente, através do qual realizamos capacitações, treinamentos e cursos para todos os profissionais envolvidos direta ou indiretamente nos processos de identificação de morte encefálica e de doação de órgãos e tecidos para transplante. O intuito é promover o desenvolvimento constante das equipes envolvidas nos processos”, afirmou a coordenadora Arlene Badoch.

Resolução do Conselho Federal de Medicina determina a necessidade de que os profissionais médicos sejam especificamente capacitados para realizarem o protocolo de diagnóstico de Morte Encefálica, sendo que anteriormente o curso só era oferecido pela iniciativa privada.

A mesma resolução estabelece que os médicos devem possuir, no mínimo, um ano de experiência no atendimento de pacientes em coma, tenham acompanhado ou realizado pelo menos dez determinações de ME, ou tenham concluído curso específico para determinação de Morte Encefálica.

A médica do Sistema Estadual de Transplantes, Maria Carolina Garbossa, diz que as capacitações estão sendo fornecidas em todo Estado. Cidades como Londrina, Maringá, Umuarama, Foz do Iguaçu e Cascavel já receberam o curso.

Garbossa também ressalta a importância da capacitação dos médicos. “Alguns profissionais já têm vivência com o assunto, mas com a nova resolução é preciso atualizar e conscientizar os médicos para que continuem a oferecer um trabalho seguro e de qualidade”, afirma.

EXPERIÊNCIA

A médica pediátrica do Hospital das Clínicas, Anna Paula Giacomel, participa do módulo oferecido em Curitiba e diz que o curso está sendo de grande valia para o aprimoramento pessoal e troca de experiências. “Eu acho excelente, o que a gente aprende aqui vai nos ajudar a disseminar o conhecimento sobre a ME. O treinamento também vem para sanar todas as dúvidas que surgem na nossa rotina no hospital”.

O primeiro curso foi em abril deste ano, na 15a Regional de Saúde (RS) – Maringá. Até agora, já foram capacitados 150 médicos da 17a RS – Londrina, 10a RS – Cascavel, 9a RS – Foz do Iguaçu e 12a RS – Umuarama.

As próximas acontecem ainda neste mês na 5a RS – Guarapuava, 8a RS – Francisco Beltrão e 3a RS – Ponta Grossa.

Em Curitiba, acontecem módulos nesta semana (18, 19) e nos próximos nos dias 26 de junho e 3 de julho. As inscrições são gratuitas e, para os próximos cursos, podem ser feitas entrando em contato com a Central Estadual de Transplantes pelo telefone (41) 3304-1918 ou pelo e-mail: sesatran.ep@sesa.pr.gov.br

ME – Morte encefálica é a definição legal de morte. É a completa e irreversível parada de todas as funções do cérebro. Isto significa que, como resultado de severa agressão ou ferimento grave no cérebro, o sangue que supre o cérebro é bloqueado e o cérebro morre. Após o diagnóstico de morte encefálica, não há qualquer chance de recuperação. A doação de órgãos acontece após confirmação da morte mediante autorização da família.

Fonte: Agência Estadual de Notícias do Paraná

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