Compra de material escolar pede pesquisa previa

livraria01Uma das primeiras despesas do ano para as famílias é a compra do material escolar para os filhos estudantes. Em tempos de crise econômica o hábito de pesquisar e comparar preços antes de comprar é quase regra.

No geral, o preço do material escolar subiu aproximadamente 15% em relação ao ano passado. A maior parte graças a substituição tributária no segmento. Com isso, materiais como metais (tesouras) e cadernos podem ter grandes diferenças de preços entre uma marca e outra e de uma loja para outra. “Estou pesquisando antes de comprar”, comentou a dona de casa Milena Regina Biscuola, que comparou preços ontem nas livrarias da cidade.

Ela comprará material para os dois filhos, um de 7 anos e outro de 8 anos, e diz não deixar se influenciar por produtos com apelos infantis como desenhos e filmes. “Sempre dou duas opções diferentes dentro de uma faixa de preço. Não compro o mais caro”, explicou a mãe sobre sua estratégia para não gastar mais.

E justamente nesse ponto está o principal fator de encarecer o material escolar. Por exemplo, um caderno de uma matéria, com 96 páginas, pode custar R$ 6,40 o modelo simples, enquanto o modelo de marca custa R$ 21,20, mais que o triplo, conforme pesquisado ontem pela reportagem. E justamente essa grande diferença é que foi alertada pelo Procon-PR num levantamento divulgado na semana passada.

A lista publicada na internet (www.procon.pr.gov.br , no link “Pesquisas”) apresenta o preço mais barato e o mais caro de 196 produtos, chegando numa variação de até 214%. A coleta de informações foi em dez livrarias de Curitiba, entre 5 e 11 de janeiro.

CALENDÁRIO – Mesmo com os problemas econômicos do país e dos reajustes, a expectativa do setor é de bom movimento. “Acho que as vendas esse ano serão mais espalhadas porque as aulas começam em períodos diferentes dependendo da rede municipal, estadual e universidades”, comentou o proprietário da Livraria Kometa, Sergio Antônio Urbano, em referencia à greve do ano passado que alterou o calendário escolar.

Graças a isso, aos reajustes de preços, alta do dólar e as incertezas econômicas ele decidiu não contratar mais funcionários, adaptando a atual equipe para o atendimento. Ele cita que a livraria está com um estoque variado de produtos com preços acessíveis.

Texto e foto: Andye Iore

Consumidor precisa estar atento às normas dos produtos

O Código de Defesa do Consumidor garante os direitos do consumidor também na compra de material escolar, mesmo quando o produto é importado. O prazo para reclamar defeitos em produtos não duráveis é de 30 dias após a aquisição, e para os produtos duráveis é de 90 dias.

Materiais como colas, tintas, pincéis-atômicos, fitas adesivas e produtos semelhantes precisam conter nas embalagens as informações básicas, em língua portuguesa, a respeito do fabricante, importador, composição, peso, prazo de validade e se apresentam algum perigo ao consumidor.

Material escolar de uso coletivo não pode ser cobrado dos estudantes. A norma está na lei 12.886/13, que regulamenta a questão em todo o país. Esses materiais já têm que estar incluídos no custo da mensalidade escolar. A nota fiscal deve ser sempre exigida, pois é documento indispensável caso ocorram problemas com as mercadorias. (Por Procon-PR)

Compartilhe: