Como escolher a luminária ideal para cada ambiente?

As luminárias e a iluminação influenciam diretamente na percepção de um espaço, podendo ou não o tornar aconchegante, convidativo, agradável ou até mesmo ofuscante e incômodo; esta caracterização não é uma tarefa fácil, e para definir o conceito que você busca para o seu ambiente, o ideal é que você busque um arquiteto ou design de interiores para que possa alcançar o melhor resultado. Entretanto, traremos algumas dicas e informações para que você fique por dentro do assunto. Vamos, lá?

Ao escolhermos o tipo de iluminação, é necessário levar em consideração alguns fatores: as dimensões do ambiente, sua funcionalidade, as cores que devem predominar, etc. Um dos conceitos básicos em iluminação é o tipo de luz que a luminária produz, que pode ser dividida em três modalidades: Luz Difusaluz Direta e Luz Indireta.

Na luz difusa, como o próprio nome sugere, utiliza-se um difusor, geralmente de vidro ou acrílico, para suavizar a luz, assim ela deixa de possuir a intensidade e o brilho da luz direta. A luz difusa tende a se espalhar e não provoca sombras fortes, demarcadas. Trata-se de uma luz mais confortável que evita o ofuscamento.

Já a luz direta incide diretamente sobre uma superfície. Muito utilizada para se destacar peças decorativas como quadros e esculturas. É também utilizada sobre mesas de trabalho pois auxiliam na leitura e concentração. Deve ser utilizada com bom senso pois pode tornar-se cansativa, uma vez que cria sombras “duras” e cenas mais dramáticas.

luz indireta é muito utilizada para se criar um efeito mais suave, porém ao invés de se utilizar um difusor, neste caso a luz é direcionada a uma superfície e então refletida ou rebatida. Além de suavizar a luz, esta técnica permite a criação de belos efeitos, além de possibilitar soluções diferenciadas no design da luminária.

Dependendo do projeto, o ideal é combinar diferentes tipos de luzes. Além de enriquecer o ambiente, é possível obter belos efeitos visuais. Além disso, estão disponíveis no mercado, soluções que combinam diferentes tipos de luzes no mesmo produto.

Com base nisso, você conhece todos os tipos de luminárias? Pois é, são muitos! Descreveremos aqui sobre os mais utilizados e daremos algumas sugestões de uso;

Os Lustres são artefatos suspensos no teto que geralmente possuem várias lâmpadas distribuídas em ramificações fazendo com que a iluminação seja bem mais abrangente. Sua composição usa desde metais, passa por cristais e inclui até tecidos. Pode ser a peça de iluminação principal ou ainda apenas um elemento decorativo, mas na maioria das vezes é a peça mais importante da decoração do ambiente. Proporcionam um charme especial para salas de jantar, halls de entrada, salas de estar, corredores amplos, escadas e principalmente em pés direitos duplos.

Pendentes: também são luminárias suspensas, mas diferentemente dos lustres possuem apenas um ponto de luz e são muito utilizados para destacar algum ponto específico, como bancadas, cantos de parede, mesas de jantar, mesinhas, criados mudos, entre outros, portanto podem ser utilizados em todos os ambientes de casas e escritórios.

Plafons: os de sobrepor são instalados bem próximos ao teto de forma exposta, e os de embutir, como o próprio nome já diz, são instalados embutidos no teto (quando utilizamos rebaixamento em gesso). Geralmente emitem luz difusa e são utilizados para iluminação geral.

Spots: assim como os plafons, eles podem ser de sobrepor ou de embutir, e também direcionáveis ou fixos e geralmente são utilizados quando a intensão é um foco mais destacado e marcante. São indicados para marcação direta de peças decorativas como quadros e esculturas ou para “lavar” alguma parede de luz.

Iluminação de apoio: podem ser de mesa como abajures ou de chão como os pedestais que utilizamos para melhorar a iluminação de lugares específicos, como por exemplo para leitura em cabeceiras, locais de trabalho e salas de estar.

Arandelas: fixadas nas paredes, fornecem uma iluminação indireta ou difusa. Elas podem ser empregadas em vários ambientes, sozinhas ou em composição, com efeitos ou não em locais como corredores, cabeceiras de camas, banheiros e lavabos e principalmente em áreas externas como paredes e muros.

Balizadores: posicionados nos rodapés ou no piso, são luminárias que orientam os locais de passagem e dão um toque de requinte a escadas e corredores.

Postes, refletores e espetos são luminárias comumente utilizadas em áreas externas, e uma composição delas com balizadores e/ou arandelas, na medida certa, podem provocar um efeito visual deslumbrante em seu jardim!

Em geral, para ambientes de alta permanência como quartos e salas além da iluminação principal que pode ser feita com lustres ou plafons, o ideal é uma composição bem distribuída com spots, luminárias articuladas e arandelas para criar um clima acolhedor com iluminação suave e indireta com lâmpadas em tons amarelados e se possível também a utilização de dimer para controlar a intensidade da luminosidade.

Para ambientes que exigem concentração como cozinhas lavanderias e banheiros, o ideal é uma iluminação bem distribuída e que seja bem fiel a reprodução das cores. Porém podemos utilizar uma composição para criar ambientes diferentes para diversas situações. No caso de cozinhas, com mesa de jantar integrada, por exemplo, um arranjo entre um lustre ou pendente sobre a mesa juntamente com plafons nas laterais, permitem a opção de intercalar entre a iluminação do jantar com o ar mais romântico do lustre/pendente separadamente do momento de preparo das refeições com a luminosidade mais uniforme dos plafons.

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Na próxima semana, nós do Bora pra Obra falaremos sobre impermeabilização de lajes e coberturas. Não percam!

Até lá.

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