Comitê de Combate à Dengue discute aumento de multas para casos de focos do mosquito

Formado por representantes de diversos segmentos da sociedade cianortense, tanto de órgãos institucionais quanto de não-governamentais, o Comitê Municipal de Combate à Dengue efetuou reunião na manhã dessa quinta-feira (22), na sede da Secretaria de Saúde, para avaliar o panorama da cidade quanto à presença do mosquito Aedes aegypti, bem como discutir e estabelecer ações.

De acordo com relatório apresentado pela Divisão de Vigilância em Saúde, neste ano, já foram emitidas 522 notificações por foco de mosquito; instaurados 12 processos por reincidência, sendo dois encaminhados ao Ministério Público; e investigados 45 casos suspeitos de dengue, sendo todos descartados. Fazendo um comparativo, o índice de infestação geral subiu de 1,4% , em janeiro de 2017, para 4,4%, em janeiro de 2018.

Segundo a chefe da Divisão, Heloisa Dantas, isto se deve ao volume de chuva acima da média, somado ao tempo quente e ao descuido da população. “Cerca de 80% dos focos estavam nas residências e o mau acondicionamento do lixo é principal vilão, pois foram encontrados em recipientes plásticos, garrafas, latas e tipos de potes semelhantes, além de lonas, calhas e outros”, contou.

Assim, uma medida avaliada pelo Comitê para que as pessoas tomem ou reforcem os cuidados necessários em suas moradias foi a alteração da atual legislação que dispõe sobre a prevenção da dengue (Lei Municipal Nº 2992/2007), aumentando o valor das multas em casos de focos do mosquito, que são de R$ 129,94 para residências, R$ 389,90 para terrenos e de R$ 1.299,40 para estabelecimentos comerciais/industriais, que passariam a ser de R$ 400,00 para residências e terrenos e de R$ 1.300,00 para estabelecimentos comerciais/industriais.

Além disso, também é importante que a lei passe a abranger medidas de prevenção e combate aos animais peçonhentos como, por exemplo, o escorpião amarelo”, destacou a supervisora do Programa Municipal de Combate à Dengue, Vera Fusisawa, que defende o enrijecimento da legislação. “O trabalho dos agentes na orientação e fiscalização é intenso, bem como a divulgação, pelas mais variadas mídias, sobre os cuidados necessários. Por isso, acreditamos que a falta de conhecimento não é a causa do alto índice de infestação, mas sim o descuido e, para mudar isso, o aumento da multa é um meio de surtir efeito”, concluiu.

FONTE: ASCOM PMC

Compartilhe: