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17 de outubro de 2017

2:53

Começo do segundo mandato foca nos servidores

Publicado em 25 de abril de 2017

bongiorno08

É comum as gestões fazerem um balanço dos 100 primeiros dias de administração.
Em Cianorte o prefeito Claudemir Bongiorno (foto) foi reeleito e não houve mudança no sistema de gestão para essa avaliação.

Mas, o quadro político e econômico do país hoje é bem diferente de quando Bongiorno assumiu a prefeitura em 2013.
Por isso, hoje há um cuidado com as contas públicas para que não falte dinheiro para pagamento dos servidores e nem se comece obras que não serão terminadas.

O prefeito ressalta três aspectos importante nesse período de crise econômica e política: cuidar da instituição prefeitura, preservar o ganho dos servidores e fazer o possível para trabalhar direito sem problemas. Confira na entrevista a seguir:

ENTREVISTA
FOLHA DE CIANORTE – Como foi o começo do seu segundo mandato como prefeito de Cianorte?
BONGIORNO – O Brasil vive um momento diferente do começo do meu primeiro mandato. Estava bem, a economia crescendo, tínhamos um PIB melhor. Hoje temos que ter muito cuidado com a instituição prefeitura. Falo da Capicesi [Caixa de Aposentadoria e Pensões dos Servidores Públicos Municipais] e preservar o salário e direitos dos trabalhadores. Estamos acompanhando que os fundos de aposentadoria de quase todo o Brasil estão falidos. O INSS não precisa nem falar que está essa briga no congresso para tentar rever porque senão não haverá recurso para efetuar os pagamentos. Segundo é preservar o ganho dos nossos servidores. Terceiro fazer o que é possível. E o que é possível? Tem que investir primeiro na Saúde. A Educação, graças a Deus, não falta sala de aula. A não ser para centro de educação infantil que nascem 1,1 mil crianças todos os anos e nós não conseguimos ainda atender essa demanda. E acho que dificilmente vai acontecer em 100%. E em virtude da dificuldade que tenho esse ano que não tive há quatro anos, que é uma migração muito grande de crianças que os pais pagavam escola particular e pela dificuldade financeira da crise no país, estão vindo para a escola pública. Outra coisa, são muitas pessoas desempregadas e com dificuldade de pagar impostos. Ou seja, mesmo que se tenha projetado uma arrecadação, esse dinheiro não está entrando na conta da prefeitura pela dificuldade que as pessoas tem para pagar. Então, por isso tudo é um ano diferente de há quatro anos.

Em quais setores Cianorte melhorou?
Evidentemente, não esquecendo nunca da Educação e da Saúde. A UPA está funcionando e antes não tinha. E graças a Deus os recursos estão normais como no ano passado. Temos a Santa Casa hoje bem diferente do que estava antes quando eu assumi, que praticamente estava fechando. Tínhamos na cidade poucos policiais e hoje temos a Companhia Independente da Polícia Militar, a Polícia Civil está melhor que estava antes. E outros setores que melhoraram.

Devido essa dificuldade no país o senhor precisou repensar alguma coisa que estava planejada?
Eu previa fazer uns R$ 6 milhões de recape. Porque Cianorte hoje tem apenas 1,5% sem asfalto. Mas, temos muitas áreas que já estão com asfalto degradado. É bom deixar claro que no recape o município não recebe esse dinheiro. Ou se pega financiamento, ou tenta recurso de fundo perdido que é muito difícil ou usa recurso livre que é o que temos usado mais aqui. Já estou fazendo o planejamento e vamos fazer R$ 2 milhões de recape com recurso livre. Eu queria fazer mais. O rebaixamento da iluminação pública e extensão de rede vamos continuar também. A limpeza pública na coleta de lixo, as roçadas, isso não vamos abrir mão. Eu gostaria de fazer novas praças, gostaria de fazer mais postos de saúde e outras coisas que, infelizmente, não vou conseguir por enquanto. Mas, uma coisa eu posso garantir para a população, que o ritmo que vínhamos do segundo semestre do ano passado pra cá em termos de atendimento médico, de medicamento e de especialidades, vamos fazer de tudo para continuar e melhorar.

Falando na Saúde, está em andamento uma obra onde era o PA. O que será ali?
Nós pagamos no ponto onde era o hospital Menino Jesus R$ 12 mil de aluguel, que é o posto de Saúde NIS II. Com essa obra vamos entrar num prédio novo mais adequado para 20 anos, vamos também deixar de pagar R$ 12 mil de aluguel. Esse ponto novo será o posto de saúde NIS II com atendimento para mais especialidades. E também terá o Centro de Distribuição de Medicamentos, onde ficará todo o nosso estoque de remédios. Hoje temos todos os medicamentos listados no computador, organizado. Também vamos tentar fazer agendamento das especialidades nos postos de saúde. Estamos estudando em parar de fazer um centro de agendamento e fazer isso nos próprios postos para ver se agiliza. Fizemos uns testes e deram certo. Como para o dentista que antes ia para outro local. E hoje o dentista atende no próprio posto de saúde. A ideia é chegar no postinho, tomar vacina, ser atendido pelo dentista, já marca a consulta de especialidade ali mesmo. Acho que será bem melhor que as pessoas se deslocarem de outros bairros e virem aqui para marcar a sua consulta de especialidade. Gostaria muito de fazer isso, mas preciso de pessoal. Estamos estudando isso e enxugando o máximo porque não podemos aumentar a nossa folha de pagamento.

bongiorno09Como está o processo de municipalização do trânsito?
Primeiro tínhamos que verificar o que tínhamos condição de fazer. Temos hoje uma pessoa especializada no setor. Qualquer um que passa pela cidade vê a sinalização diferente do que tínhamos. O nosso índice de acidente de trânsito urbano caiu muito. A cidade além de estar sinalizada, tem os quebra-molas elevados, pontos de circular cobertos e vamos fazer mais. No segundo semestre vamos implantar a municipalização. O nosso foco é o tempo de estacionamento. A prefeitura de Cianorte não tem o interesse em cuidar do trânsito, não vai fazer papel de polícia. Estamos com os procedimentos encaminhados junto ao estado do Paraná.

A Câmara de Vereadores tem outro quadro agora. Como está o seu relacionamento com os vereadores?
Eu tenho um bom relacionamento, não tem problemas. Embora os projetos demoram um pouco mais para serem aprovados. Precisamos conversar. Não podemos permitir que grupos políticos ou siglas partidárias façam com que o município perca com isso. Estou aberto ao diálogo, discutir os projetos antes de colocar em votação porque Cianorte não pode parar, temos que continuar crescendo. Tem projeto que podemos esperar. Mas tem alguns projetos com questões estaduais ou federais que precisamos aprovar mais rapidamente, senão não recebemos as verbas para eles. Sei que o presidente da Câmara, o Dirceu [Manfrinato], sabe disso pela sua experiência e quer o bem da comunidade como nós.

Na primeira gestão não houve mudança no secretariado e agora já houve mudanças. Como o senhor trabalha na formação do secretariado?
Eu me preocupo com a questão técnica. Aproveitei a Michelly [Pricinatto] na Saúde porque ela já tem 12 anos de prefeitura, já trabalhava com os contratos da Saúde. Se for necessário, vamos trocar outros secretários.

Cianorte tem bastante iniciativa no esporte e cultura com opções gratuitas. Isso vai continuar?
Desde o início do nosso mandato pensamos em não cobrar nem inscrição dos campeonatos. E também distribuímos uniformes e equipamentos esportivos. A maioria que gosta de esportes é humilde e temos que dar oportunidade. Fizemos muitos campos. Foi campo sintético em São Lourenço, na Vila Olímpica, estamos preparando um no Ovídio Franzoni e vamos fazer outro no João Bola. Eu gosto muito de esporte e acho que isso tem condição de integrar as pessoas. Temos muitos eventos gratuitos. Já melhoramos o Centro de Eventos Yoshito Mori e vamos melhorar a acústica lá. Já temos a vencedora da licitação para reforma da praça dos Corretores, a Praça dos Picaretas. Terá cobertura para não ter mais nada improvisado lá, um banheiro decente pras pessoas que vão lá que virou um ponto de encontro.

O que está planejado para a agricultura em Cianorte?
Nos outros anos doamos calcário, adubo, fizemos terraplanagem. Agora vamos fazer o Porteira Adentro. Nós cedemos a máquina e o produtor paga 50% da despesa para fazer curva de nível e carreadores. Também prevemos comprar mais uma pá carregadeira para esse serviço para os pequenos produtores que tem cerca de 800 quilômetros em vias na região.

Texto e foto: Andye Iore / Folha de Cianorte
Publicado originalmente na versão impressa da Folha de Cianorte em 16 de abril de 2017.

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About the author /


Jornalista formado em 2002 pelas Faculdades Maringá, com especialização em Comunicação e Educação. Já foi correspondente regional da Gazeta do Povo, trabalhou no O Diário (de Maringá), rádio CBN Maringá, coordena o projeto cultural Zombilly, entre outros.

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