Combate ao Aedes Aegypti tem que tirar lixo todo dia

agente08Cianorte segue o plano do governo federal para combate ao mosquito Aedes Aegypti.

As equipes estão nas ruas com a determinação de visitar em 100% os imóveis da cidade visando eliminar os focos num espaço de dois meses. “Combater o mosquito é como um vício. Tem que tirar o lixo todo dia para não deixar piorar a situação”, compara a supervisora do Programa de Combate à Dengue de Cianorte, Vera Lucia Fusisawa (foto abaixo), sobre eliminar os focos do mosquito.

A atualização de dados locais na última sexta-feira (12) aponta que Cianorte tem 16 casos de dengue esse ano, com 11 importados e cinco autóctones. Sendo praticamente a mesma media no período dos dois últimos anos.

A preocupação maior agora se deve ao quadro geral ter piorado com a transmissão de zika e chikungunya.

E isso mudou a forma de trabalho em Cianorte, reunindo agentes designados para outros combates e até colocando agentes em postos de saúde para orientação da população. “Nem sempre dá pra atingir os 100% dos imóveis porque tem muita casa fechada que os agentes não conseguem entrar para fazer a vistoria”, comenta Fusisawa.

Justamente sobre isso que foi criada a Lei da Multa em casos de flagrantes onde moradores não cuidam de suas residências e são encontrados focos do Aedes Aegypti. No ano passado a prefeitura registrou 1.997 notificações nessa situação. No caso de residências a multa é de R$ 111,64; para terrenos baldios é de R$ 334,94; e para o comércio é de R$ 1.116,44.

Outra iniciativa local no ano passado visando a conscientização foi uma campanha de orientação explorando lúdico. A Assessoria de Comunicação criou desenhos relacionados às situações da dengue e do mosquito Aedes Aegypti. O jornal Folha de Cianorte também publicou no decorrer do ano algumas charges feitas pelo quadrinhista Leandro Franco sobre o tema (confira abaixo dois exemplos).

Fora a mobilização nacional de visitar todos os imóveis das cidades, Cianorte tem feito bloqueios nas regiões onde os casos da doença são identificados e frequentes publicações na mídia.

vera 05ZIKA – A Secretaria de Saúde do Paraná anunciou na semana passada que já são 25 casos de zika no estado. Dos quais quatro seriam em Maringá e um em Japurá.

Já de chikungunya seriam 11 casos, sendo um importado em Cianorte e outro em Mandaguari. O Paraná já tem esse ano 14 cidades em estado de epidemia de dengue, somando seis mortes.

Os sintomas entre as três doenças são parecidos, aparecendo em torno de três dias após o mosquito picar a vítima. Não há medicamentos específicos e a pessoa com suspeita de alguma das doenças deve procurar um médico, evitando a automedicação.

É indicado repouso, ingerir muito líquido e evitar ser picado novamente durante o período doente que pode chegar a 12 dias.

DENÚNCIA – Caso o morador ache algum foco de dengue ou suspeite de algum terreno ou quintal que possa ter foco do mosquito, pode telefonar para (44) 3629-6777.

O QUE É?

DENGUE – Os principais sintomas são dor de cabeça forte, febre alta, dores no corpo e sensação de moleza, entre outros. Pode acentuar no caso de dengue hemorrágica, com risco de morte. A pessoa sente os sintomas em torno de três dias após a picada do mosquito infectado. O tratamento é repouso e ingerir muito líquido.

ZIKA – Sintomas parecidos com a dengue. Febre, dor de cabeça, dor atrás dos olhos, dor no corpo e nas juntas. Incluindo coceiras e manchas vermelhas pelo corpo. Foi relacionado no Brasil aos casos de microcefalia.

CHIKUNGUNYA – Também sintomas parecidos, mas agravado com febre alta e inflamação nas juntas, com manchas vermelhas, fortes dores e inchaço. Mas, não tem risco hemorrágico como a dengue.

DENGUE EM CIANORTE
2014 – 484 casos
2015 – 604 casos
2016 – 16 casos *
* mesma media no período dos dois anos anteriores

DENGUE NO BRASIL
2014 – 569 mil casos
2015 – 1,5 milhão casos

Texto e fotos: Andye Iore 
reportagem especial publicada na versão impressa
da Folha de Cianorte no último domingo (14)

especial01

Compartilhe: