Cianorte + Saudável : A introdução alimentar dos bebês: como começar?

Artigo da Campanha Cianorte Mais Saudável*, produzido pela nutricionista do município, Elimary Francelino, especialista em nutrição materno infantil

A introdução alimentar é o termo usado para designar a fase em que a nutrição dos bebês passa a ter outras fontes além do leite materno ou fórmula infantil. De acordo com recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS), bem como da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), o início deve ser somente a partir do sexto mês, pois é com essa faixa etária que os bebês apresentam sinais de prontidão, como sentar sozinho e fazer controle cervical; além de enzimas digestivas mais atuantes.

Nessa etapa, é comum que os pais tenham dúvidas. Um questionamento muito recorrente é com relação ao período entre o fim da licença maternidade, que é de quatro meses, até o sexto mês de vida do bebê. A recomendação – e incentivo por parte da Divisão de Alimentação Escolar do Município – é que se faça a ordenha e congelamento do leite materno para que seja servido ao bebê pelo cuidador ou instituição de ensino. Para as mães que, por qualquer motivo, não puderam amamentar, a orientação é manter a fórmula infantil até os seis meses.

Isto porque, a introdução alimentar antecipada predispõe a alergias alimentares e aumenta o risco de sobrecarga renal que, em longo prazo, pode desencadear hipertensão arterial, diabetes e principalmente a obesidade. Já a partir dos seis meses de idade, podemos iniciar a alimentação de forma gradual, ao mesmo tempo em que, na medida do possível, o aleitamento continue até os dois anos de idade.

A comida pode ser amassada (levemente e ir se solidificando de acordo com a evolução da criança) ou em pedaços inteiros, com cortes maiores, os quais o próprio bebê deverá guiar até a boca (nesse caso, é necessário um adulto com atenção exclusiva). É importante que os alimentos não sejam liquidificados ou peneirados, para permitir que a criança sinta os diferentes sabores e texturas e aprenda a mastigar. É natural o bebê comer bem pouco e de forma lenta no início, cabe a nós respeitar seu tempo e limite, pois se trata de uma experiência totalmente nova, ele está aprendendo.

Com relação ao que servir, não há nenhuma fruta ou legume contraindicados, assim como é permitido o uso de arroz, feijões, carne, ovos (inteiros) e peixes. É preciso ter cuidado e restringir o consumo de farinhas brancas e, durante o primeiro ano de vida, alguns alimentos não devem ser consumidos como o mel, refrigerantes, sucos naturais e industrializados, leite de vaca e derivados (queijos, iogurtes, petit suisse), sal, embutidos (salsicha, linguiça, mortadela) e produtos industrializados de modo geral (macarrão instantâneo, salgadinhos, chips, biscoitos recheados, entre outros). Já o açúcar, deve ser evitado até os dois anos.

Vale lembrar que toda criança precisa de rotina, inclusive na alimentação, e que lanches, pizzas e produtos prontos não são considerados alimentos saudáveis, independente da idade. E são os pais, os responsáveis por ensinar o filho a comer de forma adequada. É necessário ter disciplina nos momentos de refeição e proporcionar um ambiente calmo e tranquilo. A boa introdução alimentar favorece o desenvolvimento psíquico e o crescimento e, ainda, ajuda na prevenção de diversas doenças.

*A Campanha Cianorte Mais Saudável é uma iniciativa da Prefeitura, por meio das Secretarias de Educação e Cultura, Saúde, Assistência Social e Agricultura, com o apoio da Assessoria de Comunicação, em atendimento a um dos eixos do Plano Municipal de Segurança Alimentar e Nutricional (PLAMSAN).

Fonte: Assessoria de Comunicação Social da Prefeitura Municipal de Cianorte

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