Cianorte está entre as melhores cidades para envelhecer

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A Capital do Vestuário, mais uma vez, é destaque nacional quando o assunto é qualidade de vida. Desta vez, o reconhecimento é com relação à terceira idade. Em publicação recente, a Revista Exame divulgou o ranking das melhores pequenas cidades do país para envelhecer, elencadas pelo Índice de Desenvolvimento Urbano para Longevidade (IDL).

De acordo com o periódico, “das 348 cidades brasileiras que têm entre 50 mil e 100 mil habitantes, 40 se destacam por oferecer boas condições de vida para as pessoas com mais de 60 anos”. Cianorte ocupa 38ª posição e, quando se trata do cenário paranaense, o município apresenta-se ainda mais promissor, na quarta colocação.

O IDL foi elaborado pelo Instituto de Longevidade Mongeral Aegon em parceria com a Fundação Getúlio Vargas (FGV) e também agrega 150 municípios de grande porte. Cianorte também se destaca quando é avaliada junto essas outras cidades, já que no ranking geral a Capital do Vestuário figura na 43ª colocação. Já no cenário estadual, já que o Índice avaliou 23 cidades no Paraná, Cianorte ocupa a 4ª colocação no Índice Agregado com nota 80.80 a frente de municípios como Curitiba (72.25), Maringá (67.46), Paranavaí (76.77), Campo Mourão (75.54), Londrina (64.73), entre outras. Apenas Pato Branco (89.87), Marechal Cândido Rondon (83.75) e Francisco Beltrão (80.83) ficaram a frente de Cianorte.

Além do Índice Agregado, também é apresentado outros dois Índices: de 60 a 75 anos; e mais de 75 anos. Nesse caso, ao avaliar o cenário estadual, a Capital do Vestuário sobe uma posição ficando em ambos na 3ª Colocação. No Índice 60 a 75 anos Cianorte ficou com nota 84.02, atrás apenas de Pato Branco (90.75) e Francisco Beltrão (85.08). Já no Índice + de 75 anos, Cianorte teve nota 79.33, ficando atrás de Pato Branco (86.86) e Marechal Cândido Rondon (82.51)

Segundo os organizadores do IDL, os brasileiros de todas as idades estão interessados em cidades de melhor distribuição de renda, com menores índices de violência, em um trânsito menos violento e com melhor expectativa de vida. E essas foram as condições observadas pelo índice nas 498 cidades brasileiras avaliadas, tendo em vista sua capacidade de atender às necessidades básicas de vida, destacadamente dos adultos mais idosos.

Os municípios foram classificados segundo sete variáveis: Indicadores Gerais; Cuidados de Saúde; Bem-Estar; Finanças; Habitação; Educação e Trabalho e Cultura e Engajamento, que receberam pesos com base nas principais necessidades da população na terceira idade.

O clima também foi levado em conta para a finalização do ranking, que tirou pontos dos municípios de acordo com a frequência com que eles apresentam dias com altas temperaturas, chuvas intensas ou baixa umidade.

“Estes indicadores me enchem de orgulho, mas não me surpreendem. Cianorte é uma cidade ímpar. Um local de oportunidades e potencialidades para todas as faixas etárias, no qual o poder público investe nas pessoas. A terceira idade, em especial, conta com órgãos e grupos específicos para a assistência em saúde na Rede de Atenção Básica, para a defesa de direitos e implementação de políticas públicas, bem como para a convivência, lazer e prática de atividades físicas, como o Projeto Juventude Acumulada, que é exemplo de qualidade de vida”, destacou o prefeito Bongiorno.

Já a variável que “pesou” na classificação da Capital do Vestuário em 38º foi a de Habitação, visto que a cidade apresentou um baixo número de instituições de longa permanência e não possui condomínios residenciais específicos para a terceira idade. “O acolhimento de idosos em situação de abandono é realizado pelo Lar dos Velhinhos, sendo o público feminino em Cianorte e o masculino em Terra Boa. Já os casos de vulnerabilidade social, em que os idosos têm famílias, são atendidos pela Assistência Social e Ministério Público. Nenhum idoso fica sem cuidados e, quanto às perspectivas para a ampliação do trabalho, temos o projeto de um Centro para a Terceira Idade em fase de captação de recursos”, garantiu a secretária municipal de Assistência Social e presidente do Conselho Municipal dos Direitos do Idoso, Claudia Nunes Veloso Marchini.

IDL facilita participação na sociedade

idosos01Segundo o Instituto de Longevidade Mongeral Aego, o IDL busca facilitar a participação dos 50+ na sociedade.
“Se os adultos mais velhos são em número cada vez maior, e habitam principalmente as cidades, mapear e entender o que influencia seu bem-estar nesses espaços é fundamental. Este Índice colabora para a ampla disponibilidade de informações inteligíveis acerca da qualidade de vida dos 50+ nas cidades. Quanto maior for o bem-estar proporcionado, maiores serão as chances de participação.”, destaca Antônio Leitão, gerente do Instituto de Longevidade Mongeral Aegon.

Essas cidades também foram avaliadas segundo classificações específicas – com diferentes pesos para cada variável – com foco na parcela com idade entre 60 e 75 anos e para população acima dessa faixa.
“O aumento da participação de idosos exige estratégias diferentes na formação de políticas públicas”, afirma Antônio Leitão, gerente do Instituto de Longevidade Mongeral Aegon. No entanto, ele lembra que os idosos não são os únicos beneficiados por esse tipo de programa. “Tornar as cidades mais acessíveis e bem providas de recursos traz benefícios gerais e é, inclusive, um fator de atração de investimentos”, finaliza.
(Com informações da ASCOM PMC, Revista Exame e ASCOM Instituto de Longevidade Mongeral Aegon)

Texto: Juliano Secolo/Folha de Cianorte
Fotos: ASCOM PMC

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