Campanha contra racismo viraliza nas redes sociais

racismoUma campanha lançada ontem (17) pelo governo do Paraná sobre racismo institucional viralizou nas redes sociais. O vídeo, publicado no Facebook, Twitter e no Youtube do governo, faz parte das mobilizações do Mês da Consciência Negra e, até o final da tarde de quinta, foi reproduzido mais de 2 milhões de vezes e teve 63 mil compartilhamentos. Até então, a campanha alcançou cerca de 8 milhões de pessoas somente no Facebook.

A peça foi encomendada pelo Conselho Estadual de Promoção da Igualdade Racial e pela Assessoria Especial de Juventude, e tem o objetivo sensibilizar as pessoas para atitudes que estão intrínsecas nos comportamentos da maioria da população brasileira e que muitas vezes não são reconhecidas como racistas. A campanha conta ainda com um site – www.contraracismo.pr.gov.br – e com peças gráficas para jornais e revistas.

VÍDEO – Por meio de um experimento com profissionais de RH, o vídeo demonstra a diferença de tratamento entre pessoas brancas e negras. Os profissionais são separados em dois grupos. O primeiro analisa imagens de pessoas de pele branca executando tarefas do dia a dia, como limpar a casa e cuidar de um jardim. O segundo grupo analisa as mesmas imagens, mas com pessoas de pele negra.

O resultado é que os profissionais que participaram do experimento avaliam as pessoas negras como em posição social inferior a dos brancos. “Estes profissionais são os responsáveis por fazer a triagem dos currículos em uma seleção de emprego, e o experimento mostra que os negros acabam preteridos por causa da cor da pele”, disse o assessor especial da Juventude, Edson Lau Filho.

“A campanha demonstra que o racismo existe e só quando admitimos que há essa barreira é que podemos superá-la. Precisamos falar sobre o racismo para combatê-lo. É uma quebra de paradigmas”, afirmou Lau.

INSTITUCIONAL – A peça apresenta, ainda, alguns dados do IBGE e do Dieese que corroboram a tese do racismo institucional, como a diferença salarial entre brancos e negros e a influência da cor da pele na vida profissional.

Texto : AE-PR

 

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