Audiência pública define estratégia para migrar pombos da Praça João XXIII

A busca por solucionar os transtornos que a superpopulação de pombos está causando na Praça João XXIII foi tema de audiência pública, realizada na manhã desta quarta-feira (26), no Salão da Paróquia Nossa Senhora de Fátima. A iniciativa, do promotor de Justiça e coordenador administrativo das Promotorias e Meio Ambiente, Sérgio Roberto Martins, foi convocada em Órgão Oficial, no início do mês, e contou com a presença de mais de 70 pessoas, com destaque para autoridades municipais e estaduais, representantes de conselhos e da sociedade civil.

“Esta audiência pública demonstra que ninguém fez ou quer fazer algo escondido ou proibido. Pelo contrário. Prezamos a transparência e contamos com a opinião de todos para agirmos dentro da legalidade e em prol da comunidade”, afirmou o promotor. Em nome do Santuário Eucarístico Diocesano, o padre Sérgio Carris efetuou uma explanação dos problemas, inclusive com a exibição de fotos, assim como das tentativas de resolução que já foram realizadas.

“As fezes, penas, mau cheiro e, não raramente, aves mortas em decomposição, além dos danos à estrutura da igreja e das esculturas da Via Sacra, viraram uma questão de saúde pública e estamos preocupados com os riscos àqueles que frequentam ou transitam pelo local. Já realocamos ou cancelamos as atividades ao ar livre. Recorremos aos efeitos sonoros, mudanças na iluminação, odorizadores repelentes, entre outros. Mas nada adiantou”, disse o padre.

Nesse sentido, o médico clínico geral e urologista, Marcelo Palka, discorreu sobre várias doenças transmitidas pelos pombos e alertou sobre os riscos. “Criptococose, histoplasmose, salmonelose, toxoplasmose, dermatites e alergias, são exemplos. Alguns requerem tratamentos longos e altas doses de medicação, além de poderem deixar sequelas e até levar à morte. Por isso, é preciso ter muito cuidado e evitar o contato com as fezes, até mesmo a inalação da poeira de quando estão secas”, ressaltou.

Diante do exposto, os presentes discutiram formas de controle populacional dos pombos e de fazê-los migrar para os bosques vizinhos. Dentre as alternativas, foi aprovada, por votação, a criação de um Plano de Contingência com Protocolo Emergencial que estabelece normas e instruções para uso de rojões. “Seriam fogos de três tiros, que não sobem muito e também não têm barulho estrondoso, soltos em direção às copas das árvores, durante poucos minutos ao entardecer. É uma ação que já se provou exitosa, tanto aqui mesmo, no passado, quanto em outras cidades”, explicou o padre.

“Para evitar a contravenção de perturbação do sossego, a medida deve ser descrita com justificativa, detalhes de horário, duração e período, para que a comunidade da Praça João XXIII seja devidamente comunicada. Assim, os vizinhos não serão pegos de surpresa e poderão se preparar para o momento dos fogos”, pontuou o promotor. “É importante salientar que esta ação não constitui crime ambiental e que será feita em prol da população como um todo”, concluiu. Também participaram da ocasião os secretários municipais Guilherme Comar (Meio Ambiente) e Eliab Vieira Moreno (Administração).

Fonte: Assessoria de Comunicação Social da Prefeitura Municipal de Cianorte

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