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24 de novembro de 2017

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Apreensões de drogas quadruplicam no primeiro trimestre

Publicado em 31 de agosto de 2016

trafico-balancoA apreensão de cocaína e ecstasy quadruplicou no Paraná no primeiro trimestre de 2016. Os dois entorpecentes foram os que tiveram maior aumento nas apreensões efetuadas pelas polícias Civil e Militar do estado em relação em janeiro, fevereiro e março de 2015. Os dados fazem parte do relatório da Coordenadoria de Análise e Planejamento Estratégico (Cape), da Secretaria da Segurança Pública e Administração Penitenciária, divulgado hoje (31).

Saíram de circulação 516,26 quilos de cocaína – correspondente a cerca de seis quilos por dias –, contra 115,15 quilos no ano passado. Em relação ao ecstasy, 19.391 comprimidos foram recolhidos por policiais, enquanto as apreensões de 2015 somaram 4.411 comprimidos. O crescimento é de 4,4 vezes em ambos os casos.

“Esse aumento nas apreensões, notadamente de cocaína e ecstasy, decorre de uma série de fatores, entre eles o trabalho cada vez mais especializado da Denarc (Divisão de Narcóticos) e ainda o aumento na troca de informações e na integração nas equipes de investigação entre os estados do Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro, São Paulo e Paraná”, avaliou o secretário da Segurança, Wagner Mesquita.

Duas atuações específicas da polícia contribuíram para esse aumento expressivo. No caso na cocaína, foi a mega-apreensão realizada em janeiro por agentes da Divisão Estadual de Narcóticos do Paraná (Denarc). Um carregamento de mais de 442 kg de cocaína acabou apreendido em um ônibus que seguia pela BR-277 e foi abordado no posto da Polícia Rodoviária Federal (PRF) em Céu Azul, no oeste do Paraná. A carga, embalada em pacotes com a imagem dos Minions, estava escondida em fundos falsos do veículo de turismo que seguiria para São Paulo.

Em relação ao ecstasy, policiais militares do 22º batalhão perseguiram dois homens que estavam em atitude suspeita em uma moto em Pinhais e encontraram com eles 7,3 mil comprimidos da droga, avaliados em R$ 375 mil, em fevereiro deste ano.

Em Curitiba, 6.519 comprimidos também saíram das ruas graças à ação policial. “A Divisão de Narcóticos (Denarc) tem se desdobrado dia e noite com a intenção de diminuir o tráfico de drogas em todas as cidades do Paraná. Isso tem surtido efeito em nossas apreensões. É um trabalho árduo, duro, de segunda a segunda, 30 dias por mês e o resultado disso se reflete nas ruas, nos nossos números. Vamos continuar nessa batalha, que sabemos não ter fim, mas damos o máximo e fazemos a nossa parte”, explicou o delegado chefe da Denarc, Riad Farhat.

OUTRAS DROGAS – As apreensões de maconha mantiveram-se estáveis nos primeiros meses do ano. As polícias recolheram 12.766 quilos entre janeiro e março – em 2015 foram 13.023 quilos nos mesmos meses.

A região de fronteira manteve a liderança nas apreensões no trimestre. Em Foz do Iguaçu foram recolhidas 3,47 toneladas da droga; outra tonelada em Medianeira e mais 553 quilos em Santa Terezinha do Itaipu, sendo estes os municípios da região com maior registro de apreensões.

O trabalho policial também se destacou no combate ao tráfico em grandes centros, com apreensões destacadas em Curitiba (402 kg), Cascavel (614,5 kg), Guarapuava (503 kg), Londrina (320 kg), Toledo (275 kg) e Umuarama (210 kg).

Já em relação ao crack, as apreensões em todo o estado caíram de 566,67 quilos em jan/fev/mar de 2015 para 171,57 quilos nos primeiros três meses deste ano. Entre as maiores cidades paranaenses, Maringá, situada em uma das rotas para São Paulo, contabilizou a apreensão de 13,7 quilos, atrás apenas de Curitiba com 14,2 quilos a menos nas ruas.

A capital também ficou em primeiro lugar em relação ao LSD apreendido no Paraná, com 556 pontos encontrados pela polícia. O segundo lugar foi de Carlópolis com 304 pontos da droga apreendidos, totalizando em todo estado 1.777. Este número corresponde a um aumento em relação a 2015, quando foram apreendidos 1.249 pontos.

“Como estratégia de segurança pública, trabalhar contra o tráfico de entorpecentes é combater também homicídio, crimes patrimoniais de furto e roubo, porque grande parcela desses crimes violentos tem uma raiz direta ou indireta com o tráfico de entorpecentes. Portanto, é realmente uma prioridade nossa continuar, incentivar tanto a troca de informações com os outros estados que tem destino ou origem de drogas e armas, quanto dar mais recursos às equipes que trabalham no combate ao tráfico”, avaliou Mesquita.

 

Texto e foto: SESP-PR

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About the author /


Jornalista formado em 2002 pelas Faculdades Maringá, com especialização em Comunicação e Educação. Já foi correspondente regional da Gazeta do Povo, trabalhou no O Diário (de Maringá), rádio CBN Maringá, coordena o projeto cultural Zombilly, entre outros.

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