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23 de novembro de 2017

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Amenorte debate atividade econômica da madeira

Publicado em 27 de abril de 2017

 

arvore-01Foi realizada hoje (27) em Cianorte a primeira reunião da Associação dos Municípios do Médio Noroeste do Estado do Paraná (Amenorte) sobre a cadeia produtiva da madeira plantada. O workshop “Propostas e expectativas para o setor florestal na região da Amenorte” aconteceu na sede da Associação Comercial e Empresarial de Cianorte (ACIC) , reunindo diferentes representantes da cultura florestal, desde viveristas, órgãos públicos até consumidores finais.

Esse segmento rural já tem alguns produtores na região – como Ângelo Romeiro (foto), que cultiva seringueira em São Tomé (a aproximadamente 20km de Cianorte) – mas está desorganizado. E agora passa por uma estruturação, ganhando em março dois profissionais exclusivos da Secretaria da Agricultura e Abastecimento do Paraná (SEAB). O engenheiro agrônomo Anizio Menarim Filho e o engenheiro florestal Miler Roberto Martins Siqueira trabalham para planejar ações e eventos para aproveitar o potencial econômico da madeira. “Vamos fazer uma política regional de florestas plantas”, informa o chefe do Núcleo Regional da SEAB de Cianorte e engenheiro agrônomo, Francisco Cascardo Neto. “Com isso, a região terá na madeira plantada mais uma importante fonte de renda para os produtores rurais”.

Ele ressalta que o fato de Cianorte estar entre dois polos moveleiros – Arapongas e Umuarama – é uma vantagem para os produtores que investirem no segmento. E que também outros setores da região como agroindústrias e lavanderias são potenciais clientes.

Entre as atividades econômicas do setor estão fabricação de móveis, lenha, piso, brinquedos, cerca, látex/borracha, instrumentos musicais, entre outros. Alguns dos fatores considerados na indústria estão a resistência, flexibilidade e a aparência da madeira.
O período de cultivo até o corte é variado, dependendo da variação e da finalidade. Por exemplo, a grevílea pode ser cortada com aproximadamente três anos enquanto uma variedade do eucalipto pode levar até dez anos para ser aplicada na indústria.

PARCERIA – O governo do Paraná criou o Instituto de Florestas do Paraná para atuar na coordenação do desenvolvimento de florestas plantadas no Paraná. O trabalho é integrado com a SEAB. Também participam das atividades o Instituto Paranaense de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater), a Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar), o Instituto Agronômico do Paraná (Iapar), entre outros.

O setor tem um papel importante na história paranaense. Desde o século XIX com a erva-mate até hoje com a extração de eucalipto, entre outras atividades, o Paraná sempre se destacou na produção florestal.
A SEAB aponta que o Brasil possui hoje aproximadamente 5 milhões de hectares de plantações florestais. E que seus produtos contribuem com US$ 17,5 bilhões por ano para o PIB nacional, gerando US$ 3,8 bilhões em impostos.

Texto : Andye Iore / Folha de Cianorte / Foto: SEAB Cianorte

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Jornalista formado em 2002 pelas Faculdades Maringá, com especialização em Comunicação e Educação. Já foi correspondente regional da Gazeta do Povo, trabalhou no O Diário (de Maringá), rádio CBN Maringá, coordena o projeto cultural Zombilly, entre outros.

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