Alunos de Cianorte aprendem sobre economia caseira

escola-eco06Entrar num supermercado e ver um grupo de alunos uniformizados pode parecer que eles estão fazendo bagunça matando aula. Mas não é o caso do grupo (foto) que a professora Maria de Lurdes Almeida acompanha ocasionalmente. Ela faz um trabalho prático com estudantes do ensino fundamental com idades entre 10 e 11 anos para a disciplina de Matemática.

Na semana passada ela esteve com os alunos da Escola Estadual Princesa Izabel num supermercado na Zona 1 de Cianorte. Os adolescentes saíram pelos corredores cada um fazendo a própria compra. “Eles aprendem na prática sobre o sistema monetário“, informa a professora com experiência de 26 anos na profissão. “Eles fazem a compra sozinhos, escolhem os produtos, conferem o troco e a nota fiscal. Depois voltamos para a escola onde eles comem o lanche”.

Após escolherem os produtos, colocarem na cestinha e aguardar na fila para pagar, a experiência é transformada em texto no caderno na sala de aula com descrição da atividade lúdica. E ainda tem interação com outros setores como a disciplina de Português e a conscientização ambiental já que há um cuidado para a destinação correta das embalagens dos produtos comprados.

Maria de Lurdes informa que há a recomendação para os pais darem aproximadamente R$ 10 para que o aluno participe da atividade prática. E em caso da família não ter condições de dispor desse valor, os professores ajudam a completar para que o estudante não deixe de participar com os amigos.

SAÚDE – Ela ressalta ainda que há a preocupação em orientar os jovens a comprarem alimentos saudáveis como sucos e salgados assados, evitando refrigerantes e salgados industrializados. “Eles aprendem a fazer a compra, compraram os preços e temos um retorno bem positivo dos pais porque as crianças acabam ficando mais independentes e conscientes”, conclui a professora.

Esse tipo de atividade prática é muito importante na formação das crianças que hoje estão muito influenciadas pela tecnologia, passando muito tempo no computador ou telefone celular. E acabam não se interessando muito pelo método tradicional de aprendizado dentro da sala de aula. É uma alternativa para os alunos assimilarem o aprendizado, como um reforço para a sala de aula.

Texto e foto: Andye Iore / Folha de Cianorte

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