A ONDA IDEOLÓGICA

‘Perguntou-lhe Pilatos: ‘Que é a Verdade?” (João 18,38)

Caiu em minhas mãos um vídeo de uma estudante que estava frequentando um cursinho pré-faculdade, PAGO, cuja professora de gramática usou 25minutos de uma aula de 50 minutos para falar mal das pessoas de direita que governam o país. A aluna, não se alterou, mas, gravou tudo pelo celular e contestou a professora: “Afinal eu estou frequentando um cursinho pago e não vim aqui para ouvir qual a posição ideológica da professora, mas vim aqui para aprender gramática!” Lógico que a professora se sentiu ofendida, porém, seus argumentos ficam banalizados diante da verdadeira função do professor dentro da sala. Sem estar deste lado ou de outro, a reflexão que se infere daí é que o tempo é curto para que o aluno assimile o conteúdo integral da disciplina, e não se pode perder tempo do aluno, para que sejam colocadas posições pessoais, ideológicas. A escola é formadora de opinião a partir do momento em que todas as opções existentes num conflito de ideias sejam colocadas de forma igual, num mesmo plano e sem ranço para uma ideologia ou outra. Mas, qual professor treinado pelos comandos de esquerda é capaz de ficar calado? Quando se fala que todos os direitos são iguais e que devem ser respeitados igualmente, por todos, tudo bem! Mas quando o discurso caminha para o convencimento de que o socialismo é bom e o capitalismo faz mal para a humanidade, e os alunos passam a ser massa de manobra, os direitos daquele aluno que não pensa da mesma forma do professor não estão sendo também vilipendiados? Não está havendo falta de respeito aos direitos individuais de cada aluno? A opinião do professor é única, irreversível, e sequer admite discussão? Até que ponto este professor está cumprindo o seu sagrado dever de ensinar. Dever sim, o professor tem o dever de ensinar não de derramar suas opiniões pessoais coalhadas de desgosto e decepções, sobre os alunos, buscando o convencimento dos mesmos! O dever do professor é por vida na disciplina, com suas verdades, e não falar do governo seja lá qual for, dentro da sala de aula. Tornou-se isto uma prática comum, principalmente, dentro das universidades, a ponto de um orientador de mestrado chegar a cobrar do aluno-mestrando sua posição esquerdista dentro da tese. Ora, Deus, aonde chegamos? Hoje as universidades em sua maioria são os grandes centros de interpelação ideológica, diminuindo sensivelmente a qualidade do ensino do país. Se a esquerda polarizou o país nestes últimos vinte anos, quando tinha nas mãos o poder e não fez, o que ela deseja agora?

Izaura Varella

Advogada e Professora

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