20% dos jovens cianortenses não se apresentaram para o serviço militar

Alistados que ainda não compareceram à sede do Tiro de Guerra têm até esta sexta-feira (19) para se regularizarem

Em Cianorte, cerca de 20% dos jovens que se a listar ampara o serviço militar obrigatório deixaram de se apresentar dentro do prazo determinado pelo Exército Brasileiro, que terminou na semana passada. A ausência do comparecimentos e configura como crime militar e torna insubmissos os cerca de 40 rapazes que completam 18 anos em 2018. Para evitar uma série de prejuízos ocasionados pela situação, o Tiro de Guerra (TG) local estendeu o período de seleção até esta sexta-feira (19).

Não se trata de uma prorrogação, mas sim de um chamado à responsabilidade para não prejudicar ninguém. Se o cidadão nos procurar o quanto antes, ele não terá que pagar multa ou sofrerá qualquer outro tipo de sanção e o processo continuará normalmente”, explica o chefe de instrução do TG, subtenente Waiber Corrêa De Menezes. Caso o alistado não se apresse, “a resolução do quadro fica mais complicada,já que ele segue para outras instâncias”, completa.

De acordo com De Menezes, o grande percentual de ausentes nessa fase do processo está ligado ao desconhecimento do período de apresentação – que aconteceu entre 03 e 12 de janeiro -, tendo em vista que muitos dos jovens realizaram o alistamento online. “Passamos por um período de migração do método presencial para o online. Com a novidade, muitos não adquiriram o hábito de checara caixa de e-mail, para onde foi encaminhada a notificação do dia de comparecimento, e perderam a data”, aponta.

Para aproveitar esta última oportunidade para se regularizar, os rapazes devem procurar a sede do Tiro de Guerra de Cianorte, que fica na Avenida América, 1652, de segunda até quinta-feira das 8h às 16h30 e na sexta-feira das 8h às 12h. Em mãos, devem levar consigo o documento de identidade (RG) e, se realizou o recrutamento na Junta Militar, o Certificado de Alistamento Militar (CAM).

IMPORTÂNCIA

O certificado de quitação militar, que comprova a participação no processo de recrutamento, é fundamental para os cidadãos do sexo masculino. “Sem o documento, eles ficam impedidos de obter passaporte, assumir concurso público, prestar exame ou matricular-se em qualquer estabelecimento de ensino, entre outras situações”, explica De Menezes.

ASCOM/PMC

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